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Londrina, Paraná
Graduada em Famácia e Bioquímica pela Universidade Estadual de Londrina (1982), cursou mestrado em Ciências de Alimentos pela Universidade Estadual de Londrina (1992) e doutorado em Ciências de Alimentos pela Universidade Estadual de Londrina (2003). Faz parte do banco de avaliadores institucionais do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (INEP/SINAES). Professora de cursos de graduação e pós-graduação na área de Nutrição da Universidade Norte do Paraná (Unopar) e da Faculdade Arthur Thomas. Atua na área de desenvolvimento de produtos alimentícios, com ênfase em alimentos funcionais, especialmente a soja. No momento está direcionando as pesquisas à área de nutrição em envelhecimento.

sábado, 14 de agosto de 2010

Quanto veneno tem nossa comida?

Os resíduos de agrotóxicos nos alimentos cultivados no Brasil só preocupam quando são mal usados
Francine Lima (texto) e Alberto Cairo e Gerson Mora (arte)
Desde que os pesticidas sintéticos começaram a ser produzidos em larga escala, na década de 1940, há dúvidas sobre o perigo para a saúde humana. No campo, em contato direto com agrotóxicos, alguns trabalhadores rurais apresentam intoxicações sérias. Para avaliar o risco de gente que apenas consome os alimentos, cientistas costumam fazer testes com ratos e cães, alimentados com doses altas desses venenos. A partir do resultado desses testes e da análise de alimentos in natura (para determinar o grau de resíduos do pesticida na comida), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) estabelece os valores máximos de uso dos agrotóxicos para cada cultura. Esses valores têm sido desrespeitados, segundo as amostras da Anvisa. Alguns alimentos têm excesso de resíduos, outros têm resíduos de agrotóxicos que nem deveriam estar lá. Esses excessos, isoladamente, não são tão prejudiciais, porque em geral não ultrapassam os limites que o corpo humano aguenta. O maior problema é que eles se somam – ninguém come apenas um tipo de alimento

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